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Fiscalização constata irregularidades no Hospital de Base

Lei determina testagem de todos os profissionais para coronavírus, mas instituição está testando apenas casos sintomáticos

05.06.2020

O Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF) é referência para atendimento à Covid-19 e está recebendo um grande fluxo de pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Entretanto, a instituição apresenta irregularidades e as condições de segurança dos profissionais de saúde que atuam na instituição está comprometida. Durante fiscalização realizada quinta-feira (28), o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) constatou situações que merecem atenção.

O IHBDF não está realizando a testagem obrigatória dos profissionais de saúde a cada 15 dias, conforme determina a Lei Distrital n.º 6.554/20 e a decisão liminar proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) na Ação Civil Pública 1013650-34.2020.4.01.0000. “A testagem de todos os profissionais é mais que necessária, é elementar para reduzir as chances de contaminação da equipe. Assim como ocorre em outras instituições públicas do DF, o Hospital de Base está testando apenas os profissionais que apresentam sintomas”, reclama o presidente do Coren-DF, Dr. Marcos Wesley.

No Centro de Trauma não há isolamento respiratório e chegam pessoas com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus que, muitas vezes, depois confirmam o diagnóstico da doença. Esses pacientes ficam internados na Sala Vermelha até sair o resultado do exame RT-PCR, o que leva de 3 a 4 dias. Neste período, a equipe de Enfermagem os atende usando apenas roupa privativa, touca e máscara cirúrgica. As máscaras N95 estão sendo usadas por até 30 dias. O capote só está sendo usado em procedimentos invasivos.

Segundo a Gerência de Enfermagem, mais de 40 profissionais já foram afastados por confirmação ou suspeita de contaminação desde o início da pandemia. Há déficit de profissionais e, embora tenha sido comprovado o treinamento da equipe que atua na linha de frente, a instituição não apresentou plano de contingência, fluxos de atendimento, protocolos e procedimentos operacionais à fiscalização.

O Coren-DF constatou que, no acolhimento e na classificação de risco do Pronto Socorro, a enfermeira e a técnica em Enfermagem estavam usando somente máscara cirúrgica. Não há delimitação de espaço entre elas e os pacientes e as cadeiras estavam muito próximas. “Importante ressaltar que o PS é a área mais exposta do hospital e recebe pacientes com quadros clínicos diversos. Nesse sentido, o uso correto dos EPIs visa garantir proteção não somente contra o coronavírus, mas, também, contra agentes infecciosos causadores da tuberculose, herpes e meningite, por exemplo”, destaca Dr. Marcos Wesley.

A Procuradoria-Geral do Coren-DF encaminhou o relatório da fiscalização para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) com pedido de providências urgentes.

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