Dilma convoca Marco Maia e Chinaglia para jantar. Na pauta, gastos públicos.


02.07.2012

Depois de uma semana tensa para o governo no Congresso, em que deputados ameaçaram votar projetos com forte impacto nas finanças públicas, a presidente Dilma Rousseff decidiu convocar o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e o líder do governo na Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), para um jantar nesta semana no Palácio da Alvorada.
O encontro será na próxima terça ou quarta-feira e também será acompanhado pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Oficialmente, Dilma pretende agradecê-los porque a articulação política conseguiu, com o apoio de Maia, desarmar o “motim” dos aliados e impedir a votação em plenário de projetos como a flexibilização do fator previdenciário, o piso para agentes de saúde e a redução para 30 horas da carga semanal de trabalho dos profissionais da área de enfermagem (enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras).
Nos bastidores, no entanto, a presidente deverá aproveitar o jantar para cobrar os parlamentares pela “irresponsabilidade” do Congresso em dar prosseguimento a projetos que ampliam os gastos num momento de crise econômica internacional, especialmente na Europa.
Durante a semana, Dilma chegou a dizer, em discurso no Palácio do Planalto, que o governo não pode promover “aventuras fiscais” nem “brincar à beira do precipício”, lembrando do cenário de crise.

INSATISFAÇÃO

Na quarta-feira pela manhã, Maia reclamou por não ter sido procurado pela presidente para discutir a pauta de votações da semana. Ele chegou a cobrar publicamente da ministra Ideli que mantivesse mais diálogo com os líderes da base.
O parlamentar, que não conseguiu emplacar um indicado no Banco do Brasil, está incomodado com a falta de diálogo com o governo. Ainda na noite de quarta, Dilma telefonou para o presidente da Câmara e fez o convite para o encontro da próxima semana. Diante da situação tensa no Congresso, o Planalto acionou alguns ministros, como Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Padilha (Saúde), além de Ideli, para conversar com os parlamentares. Após as negociações, o governo conseguiu trancar a pauta do plenário da Câmara com medidas provisórias que só começam a perder a validade em setembro.

FONTE: Jornal de Brasília

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